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A Indústria 4.0 e como ela pode mudar a sua vida

segunda-feira, 26 de março de 2018 por Eluana Sievert Cardoso
A Indústria 4.0 e como ela pode mudar a sua vida

Schwab descreveu em seu livro A Quarta Revolução Industrial, 2016 o seguinte:

"Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”.

É preciso entender o que é a tão famigerada e falada “Indústria 4.0”. Esta revolução acontece após três processos históricos transformadores:


•    Produção manual à mecanizada (entre 1760 e 1830)
•    Eletricidade e Manufatura em massa (1850)
•    Eletrônica, Tecnologia da Informação e Telecomunicação (meados do séc. 20)


Chega então a quarta mudança, a automatização...


A automatização ocorre através de sistemas ciberfísicos, que foram possíveis graças à internet das coisas e à computação na nuvem. O que nos proporcionou o desenvolvimento das famosas “Fábricas Inteligentes”: as empresas poderão criar redes inteligentes que poderão controlar a si mesmas e através da internet das coisas, os sistemas ciberfísicos, que combinam máquinas com processos digitais, são capazes de tomar decisões descentralizadas e de cooperar - entre eles e com humanos.


Se a indústria 4.0 fosse instalada em escala industrial, segundo pesquisa realizada pela Accenture em 2015, U$$ 14,2 bilhões seriam acrescentados à economia mundial. Um ganho muito grande para a sociedade que está inclusa neste movimento, criações de tecnologia e geração de informação que economizariam tempo e a longo prazo, dinheiro.


Mas afinal, o que compõe esta revolução industrial, quem é ou o que é que faz ela acontecer? Uma única coisa é pouco para resumir, a indústria 4.0 é formada por drones, I.A., nano, neuro e biotecnologias, robôs, sistemas de armazenamento de energia, impressoras 3D e muito mais...


Realmente, podemos ver uma revolução ocorrendo nas indústrias. Mas, esta revolução pode não ser olhada apenas como um bem para a sociedade, muitos podem enxergá-la como algo simplesmente.... ruim. Até 2020, o Fórum Econômico Mundial calcula que 5 milhões de vagas de trabalho podem ser extintas nos 15 países mais industrializados do mundo, entretanto, Schwab apresentou a seguinte frase em seu livro “A quarta revolução tem o potencial de elevar os níveis globais de rendimento e melhorar a qualidade de vida de populações inteiras”.


Esta revolução gera um impacto muito grande sob as economias emergentes, as mesmas populações que se beneficiaram com a chegada do mundo digital (A possibilidade de fazer pagamentos, escutar e pedir um táxi a partir de um celular antigo e barato...), mas esse processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar.Segundo pesquisa do Barômetro Global de Inovação, atualmente existem 4.000 líderes de indústrias e interessados nessa tal revolução em 23 países.


Como nem tudo são flores, existem os perigos de um novo cibermodelo. Como Darwin previu, quem não se adapta, não sobrevive. Entra um fenômeno chamado de Darwinismo tecnológico, no qual, parte de líderes acreditam que deve haver um “debate democrático” em relação às mudanças tecnológicas, pois a interação entre pessoas e robôs geram um dilema social e ético que afeta parte da população.


As mudanças serão muitas e profundas para a indústria, não será fácil todas se adaptarem e entra um fantasma que assombra as indústrias desde os anos 40, quando nos Estados Unidos houve um período de preguiça intelectual, e também, uma desigualdade na distribuição de renda que envolveram dilemas de segurança geopolítica.


Entretanto, esta mudança torna-se inevitável. Trabalhamos com informações reunidas: Nuvem, big data para a tomada de decisões, Ipv6, wireless, RFID, virtualização das máquinas... Hoje é impossível uma industrial funcionar sem tecnologia e o uso dela só tende a aumentar.


É importante lembrar que nunca tecnologia nenhuma superará ao “feeling humano”. Pessoas e valores são a base para qualquer negócio, por maior que seja a presença de tecnologia nunca devemos abandonar a nossa natureza humana. Como queremos moldar nosso futuro, mas como isto vai afetar nossas vidas? Sempre colocar em mente que nem sempre progresso é sinônimo de segurança. A Tecnologia deve entrar como complemento da natureza e criatividade humana, equilíbrio é a palavra chave para alcançarmos uma nova consciência coletiva e moral.
 

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Eluana Sievert Cardoso
Autor
Eluana Sievert Cardoso

Analista de desenvolvimento de produtos no ramo de engenharia ferroviária, tecnóloga em Mecatrônica Industrial e técnica em Automação Industrial, embaixadora e gerente de projetos da Rede Tech Ladies Brasil, além de ser apaixonada pela natureza humana, movimentos makers e pelo empoderamento da mulher na área de tecnologia.