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E por que não... híbrido?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018 por Caio Schwartz
E por que não... híbrido?

Este texto tem o objetivo de compartilhar com desenvolvedores e profissionais de áreas estratégicas, o motivo pelo qual passei a adotar o modelo híbrido de desenvolvimento de aplicativos em muitos projetos dos quais participo.

Embora eu sempre tenha trabalhado com a "mão na massa", também me envolvi com gestão de equipe e estratégia em alguns momentos.

Em 2013 eu atuava como desenvolvedor front-end e UI/UX designer em uma grande empresa, que lançava naquele ano um produto digital no mercado.

Concentramos nossos esforços no MVP (Minimum Viable Product) do produto e em dois meses lançamos no mercado. Pouco tempos após o lançamento, começamos a crescer a equipe para atender a demanda e aceitei o desafio de assumir o marketing do produto, me afastando um pouco da parte operacional.

Uma das primeiras missões dessa "fase marketing" foi providenciar um aplicativo do nosso produto e ele deveria estar disponível tanto para Android quanto para iOS. Nosso budget era limitado e, como sempre, queríamos que a entrega acontecesse no menor tempo possível, afinal tínhamos planos de fazer novos negócios que dependiam daquilo. Convoquei algumas empresas curitibanas para orçar o desenvolvimento do app e uma delas, entendendo nossa necessidade, apresentou dois projetos, um baseado no modelo nativo e outro baseado no modelo híbrido.

O modelo nativo é aquele que utiliza as ferramentas que cada plataforma (Apple iOS e Google Android por exemplo) disponibiliza para o desenvolvimento de apps. Cada plataforma tem seu próprio formato e as diferenças são várias, por isso geralmente é um esforço relativamente grande ter o mesmo aplicativo feito para ambas as plataformas de forma nativa.

O modelo híbrido não tem a barreira das diferenças de cada plataforma e permite que o mesmo código seja aproveitado na distribuição tanto para o iOS (iPhone, iPad, iPod) quanto para o Android, embora não seja desenvolvido conforme os padrões indicados pela Apple e pelo Google.

Ao analisar a proposta da empresa confesso que fiquei dividido, pois como profissional de TI, considerava o modelo nativo mais apropriado e elegante, porém ele ultrapassava, e muito, o nosso budget e ainda tinha outros complicadores. Naquele momento, eu precisava analisar como responsável pelo marketing e então fez todo sentido apostar na opção do modelo híbrido. Tomamos a decisão de fazer o app híbrido e a missão foi cumprida: desenvolvemos o app como precisávamos e disponibilizamos aos nossos usuários em pouco tempo, o que nos permitiu fazer os negócios que planejávamos e aumentar nossa base de clientes.

A maior lição que aprendi com esta experiência, é que a decisão de fazer nativo ou híbrido não pode levar em conta só a parte técnica e o ponto de vista de um profissional de TI, mas sim, e talvez principalmente, deve levar em conta a estratégia do produto, orçamento, prazo etc. Todas as opções são válidas, mas cada escolha se encaixa melhor em uma demanda, momento, público e/ou cliente específicos e o mobile híbrido é sim uma boa opção em muitos casos.
 

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Caio Schwartz
Autor
Caio Schwartz

Com formação na área de TI e também em Design Gráfico, Caio é pós-graduado em Design Centrado no Usuário e trabalha com design de sistemas e desenvolvimento web desde 2004. Atualmente presta consultoria em desenvolvimento front-end e design de UI/UX para algumas empresas de Curitiba.