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Transformação Digital na Indústria Química

segunda-feira, 2 de abril de 2018 por Christian Geronasso
Transformação Digital na Indústria Química

Produtos químicos e materiais avançados são os habilitadores da transformação digital de todos os demais segmentos industriais. Estão presentes em 90% dos produtos comuns em nosso dia a dia, desde automóveis, smartphones até a internet de alta velocidade.


Sem clorossilanos, as principais plataformas de streaming de vídeo, como Netflix e NET Now, estariam em maus lençóis. Presentes na fibra óptica os clorossilanos são cruciais para que a transferência de dados em alta velocidade aconteça sem problemas.


O setor Químico e Materiais Avançados contribui com quase 2% do PIB mundial e emprega aproximadamente 10 milhões de pessoas (1) com papel chave na economia circular, impactando diretamente na vida útil dos materiais e componentes, bem como sua biodegradação e reutilização.


O termo Indústria 4.0 tem sido muito utilizado como sinônimo da Transformação Digital, mas a expressão é de autoria do governo da Alemanha, e nomeia a iniciativa estratégica do governo para se manter globalmente competitivo em um novo modelo econômico, em que a tecnologia é fator decisivo para assegurar a competitividade.


Em 2011 a expressão tomou força, se tornando um dos principais guias para a digitalização industrial, com destaque especial para Sistemas Cyber Físicos (CPS), que combinam o mundo real com o mundo virtual. Sistemas Cyber Físicos de Produção (CPPS) são compostos por máquinas inteligentes, sistemas logísticos e instalações produtivas que, através de sistemas de informação e comunicação, são totalmente integrados sem a necessidade de papel.


Informações como vibração, temperatura e dilatação, por exemplo, são monitoradas em tempo real e facilmente é possível simular cenários “E se?”. Neste modelo, é possível obter análises do impacto na vida útil e nos ciclos de manutenção dos equipamentos fabris caso, por exemplo, a temperatura da instalação fabril aumente 5 graus, o que evita custos com paradas não planejadas por quebra.


A pesquisa “Química 4.0: Crescimento através da inovação em um mundo em transformação” (2), em tradução livre, produzida no ano de 2017 pela Deloitte, apresenta 30 tendências que impactarão diretamente a indústria Química Alemã até o ano 2030 e, consequentemente, a indústria mundial (imagem abaixo).


O resultado é apresentado em quatro quadrantes classificados como, (1) Social, onde a tendência de maior impacto são automóveis mais leves, o que reduzirá custos de frente em toda a cadeia de valor do setor.


(2) Politicamente direcionados, em que os maiores impactos estão relacionados a questões mais disruptivas ligadas à edição de genoma para reprodução e aplicações médicas, e a menos disruptiva, como mobilidade elétrica, que fatalmente contribuirá para a mudança da matriz energética.


(3) Empresarial, sem grandes expectativas pelos próximos 12 anos, mas com previsões de impacto considerado médio para a eficiência dos materiais na construção civil.


E por fim as tendências (4) Economicamente Direcionadas, onde as tendências de grande impacto têm uma relação especial com o PIB brasileiro através da digitalização da agricultura.


Referências:
(1) Digital Transformation Initiative Chemistry and Advanced Materials Industry (Link: http://bit.ly/2HsTegs)
(2) Chemistry 4.0 Growth through innovation in a transforming world (Link: http://bit.ly/2FzGmIY)
(3) Industry 4.0 The Future of Indo-German Industrial Collaboration (Link: http://bit.ly/2FwZaZ5)
(4) Industry 4.0 - Smart Manufacturing for the Future (Link: http://bit.ly/2FyB1BF)

 

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Christian Geronasso
Autor
Christian Geronasso

Consultor com mais de 10 anos de experiência, especializado na identificação e construção de valor em diversos segmentos empresariais como bens de consumo, automotivo, papel e celulose, engenharia e construção, varejo, entre outros. Atua como consultor especialista em negócios em uma das maiores consultorias do sul. Responsável pela coluna de Tecnologia & Inovação do Painel Macroeconômico do ISAE FGV.

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